Sai daí. Não te escondas. E deixa acontecer...
Não sei o que me queres dizer, não sei porque te aproximas, e não sei porque depois foges.
Não, de facto não sei!
Foste te aproximando, e eu fui me aproximando, e depois foram questões no ar, foram dúvidas e interrogações, foram conversas de quem quer ir mais longe....E depois não foi nada.
Depois tu escondeste te, era como se não se tinha passado nada e, eu então acredito nessas interrogações e nas conversas à margem daqui e dali. Lembro-me de coisas minhas, e então também me afasto e fico aqui.
E passa um dia e passam dois, e uma semana e duas, e tempo, e tu aproximaste...
E eu não saí daqui...
E continua...Tu continuas e eu continuo...
Há as minhas coisas, as minhas dúvidas, e um não sei nada sobre isto.
E depois tu...Não sei nada sobre ti e nem tu sabes nada sobre mim.
Só sei que há um jogo estranho de toca e foge, e um quer estar perto de qualquer coisa que ninguém sabe o que é. Sei que cá no fundo, até queria saber o que era, mas nesse mesmo fundo há muita coisa que me faz ficar aqui.
E em avanços e recuos a vida vai fluindo e os dias vão passando...E a história vai-se contando.
Não faço ideia de quem és ou do que queres, nem tu fazes ideia do quem sou ou do que quero. Ninguém sabe nada um do outro, das alegrias, das tristezas e das dores. Apenas tenho uma coisa para te dizer: Não fiques tu aí! Mostra-te. Diz-me quem és e o que queres. E se queres então diz, o que quer que seja, e não fiques a ver.
Porque eu mais dia menos dia, talvez saí daqui também!
Quando ninguém sabe, o melhor é cada um dizer apenas o que sabe ou pensa saber, e o resto deixar simplesmente correr!
Deixar fluir ao ritmo da vida e do universo, sem medos nem expetativas, sem passados nem futuros, só no presente. O Universo saberá sempre o que é melhor para nós.
É só preciso querer, querer mesmo, e deixar acontecer...O que tiver de acontecer!


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