Amei-te assim...
Amei-te de todo o meu coração, com toda a minha alma, com tudo de mim.
Foste a paixão da minha vida...Sim, aquele o tal! Aquele que me fazia sentir borboletas na barriga, esquecer o mundo à minha volta, e olhar para ti como se não houvesse amanhã!
Por ti trazia a Lua, subia à mais alta montanha, e atravessava o oceano.
Amava-te muito. Muito.De todo o coração. Uma verdadeira paixão.
Era único, surreal. Havia aquilo a que chamam de química...No corpo, no espírito.
Sabias tudo de mim, e eu de ti...Ou pensava eu.
Tive medo ao início e não percebi o tamanho do amor que sentia por ti. Eu nunca tinha sentido amor, muito menos um amor assim. Era assim, uma amor puro que me fazia quer mudar o mundo por ti, uma paixão louca e incandescente....
"Para o resto da vida, quero em ti estar perdida, hoje amanhã, depois!".*
Dei-te o melhor de mim, dei -te tudo o que te podia dar. Fui até não haver mais sítio para onde ir, mais nada que nada que pudesse fazer.
Lutei por ti corri riscos....Mas percebi que não eras o meu amor...Aquele amor....A minha verdadeira paixão...
Aquela pessoa por quem dei tudo, era alguém que não conhecia, alguém com um caminho diferente do meu, com uma vida diferente da minha.
Não, não definitivamente, não eras para mim. Libertas-te o melhor de mim, mas depois o pior de mim.
Fiquei triste, magoada, desiludida....
Enfim! Seguiste o teu caminho, que não é o meu. E não, não te quero no meu! Essa pessoa já não a paixão da minha vida, talvez nunca tenha sido, talvez tenha sido uma ilusão!
A vida é feita de escolhas! Nós escolhemos o que queremos para as nossas vidas e quem queremos para estar ao nosso lado.
E se não mereces tudo o que te dei, se não há melhor de ti que consigas dar mais, se a tua vida é para o lado contrário da minha, então vai...E assim foste!
Quando damos tudo, também merecemos tudo! Assim, alguém que ame a sério, que traga a Lua, suba montanhas, atravesse oceanos, alguém apaixonado de verdade no tudo e no nada, aqui e agora, e vá com tudo. Porque é a sério, é verdadeiro, ou então não é!
* in Pedaços do Pergaminho


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